Mistério

Há vozes dentro da noite que clamam por mim,

Há vozes nas fontes que gritam meu nome.

Minha alma distende seus ouvidos

E minha memória desce aos abismos escuros

Procurando quem chama.

Há vozes que correm nos ventos clamando por mim.

Há vozes debaixo das pedras que gemem meu nome

E eu olho para as árvores tranqüilas

E para as montanhas impassíveis

Procurando quem chama.

Há vozes na boca das rosas cantando meu nome

E as ondas batem nas praias

Deixando exaustas um grito por mim

E meus olhos caem na lembrança do paraíso

Para saber quem chama.

Há vozes nos corpos sem vida,

Há vozes no meu caminhar,

Há vozes no sono de meus filhos

E meu pensamento como um relâmpago risca

O limite da minha existência

Na ânsia de saber quem grita.


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