Dois

de pés no chão

palmilhei duros eitos

movidos a chuva e sol.

de pé no chão

atravessei frios ghetos

de duras cicatrizes.

de pés no chão

Teodoro, meu avô 

envelheceu mansamente

as suas mãos escravas.

– Adão Ventura, em “Cor da pele”. 5ª ed., Belo Horizonte: Edição do Autor, 1988.


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