Negro forro

Minha carta de alforria

Não me deu fazendas,

Nem dinheiro no banco,

Nem bigodes retorcidos.

Minha carta de alforria

Costurou meus passos

Aos corredores da noite de minha pele.

– Adão Ventura, em “Os cem melhores poemas brasileiros do século”. [organização Ítalo Moriconi]. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2001, p. 275.


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