Em vão

É a ilusão, bem vejo: em tua fronte Inda fulge um resplendor de aurora. Tens o mesmo sorriso com que outrora Deliciavas a minha alma insonte.

Debalde apontas para além do monte Prainos que a ardência do verão enflora; Asas vibrando pelos céus em fora, Céus sem nuvens, sem raias o horizonte…

Esta grandiosa e esplêndida paisagem Desenrolada a meu olhar – miragem De intensidade e luz – que importa a uma alma

Que só deseja, antes da noite escura, Haurir da tarde um pouco de frescura, Gozar um pouco do silêncio e calma?!


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