Ela!

(A pedido)

Ela! Quanto é bela, essa donzela, 
A quem tenho rendido o coração! 
A quem votei minh’alma, a quem meu peito 
Num êxtase de amor vive sujeito… 
Seu nome!… não – meus lábios não dirão!

Ela! minha estrela, viva e bela, 
Que ameiga meu sofrer, minha aflição; 
Que transmuda meu pranto em mago riso. 
Que da terra me eleva ao paraíso… 
Seu nome!… Oh! meus lábios não dirão!

Ela! virgem bela, tão singela 
Como os anjos de deus. Ela… oh! não, 
Jamais o saberá na terra alguém, 
De meus lábios, o nome que ela tem… 
Que esse nome meus lábios não dirão.

         [ CANTOS À BEIRA MAR, São Luís do Maranhão, 1871, pags. 69-70 ]


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