Poema

Saber de cor o silêncio
diamante e-ou espelho
o silêncio além
do branco.
Saber seu peso
Seu signo
– habitar sua estrela
Impiedosa.

Saber seu centro: vazio
esplendor além
da vida
e vida além
da memória.
    Saber de cor o silêncio

– e profaná-lo, dissolvê-lo
        em palavras.
– Orides Fontela, do livro “Alba”, em “Poesia Reunida [1969-1996]”. São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006,  p. 149.


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